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Parabéns Tsuburaya, Godzilla e Ultraman!

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Hoje Eiji Tsuburaya faria 114 anos. Você pode até não conhecer seu nome, mas conhece seu legado. Ele simplesmente é o pai do Godzilla e do Ultraman. Um homem de visão incrível, produziu efeitos especiais sensacionais, alguns até eu diria, melhores dos que usados hoje em cópias do seu estilo, como Changeman, Spectroman e Power Rangers…

Como chefe de Efeitos Visuais na  Toho, estúdio fundado em 1939, supervisionou uma média de sessenta artesãos, técnicos e operadores de câmara. Juntamente com o diretor Ishiro Honda e produtor Tomoyuki Tanaka, criou o primeiro filme Godzilla (ゴ ジ ラ – Gojira), em 1954, e ganharam o apelido do departamento de publicidade da Toho como “O Trio de Ouro”. Por seu trabalho em Godzilla, Tsuburaya ganhou seu primeiro “Film Technique Award“. Em contraste com a técnica de  stop-motion mais famosa na época, utilizada então por Willis O’Brien para criar o King Kong em 1933, Tsuburaya utilizava um homem em uma roupa de borracha para criar seus efeitos de monstro gigante. Esta técnica, agora diretamente mais associada com kaiju ou “monstro” dos filmes japoneses, veio a ser chamado suitmation a partir dos anos 1980 na imprensa japonesa. Através de intensa iluminação e filmagem de alta velocidade, Tsuburaya foi capaz de acrescentar realismo aos efeitos, dando-lhes uma “gravidade mais pesada” e movimentos um pouco mais lentos. Essa técnica, usando miniaturas detalhadas do cenário e com os atores vestindo as roupas de monstro e herói atuando sobre ela, são usada até hoje (atualmente sendo combinadas com técnicas de chroma-key e computação gráfica), sendo considerada uma arte artesanal tradicional  do cinema japonês.

O tremendo sucesso de Godzilla levou a Toho para produzir uma série de filmes de ficção científica, introduzindo novos monstros e novos filmes que envolvem o próprio personagem Godzilla. Mas a popularidade e o sucesso desses filmes estavam ligados aqueles que envolviam a equipe de Tsuburaya, Honda e Tanaka, juntamente com um quarto membro da equipe de Godzilla, compositor Akira Ifukube. Tsuburaya continuou a produzir os efeitos especiais para filmes não-kaiju como The H-Man (1958) e The Last War (1961), ganhando outro prêmio japonês de Técnica de Filmes por seu trabalho no filme de ficção científica The Mysterians (1957). Também foi premiado em 1959 pela criação do “Toho Versatile System“, uma impressora ótica para imagens widescreen, que ele construiu em casa e usado pela primeira vez em The Three Treasures (1959) (Tsuburaya foi ficando continuamente frustrados pelo mau estado dos equipamentos que era forçado a usar, pois a Toho não investia no equipamento, o impediu de adquirir e desenvolver novas na tecnologias de imagem em movimento). Mesmo assim, sendo um homem fiel a empresa, Tsuburaya continuou a trabalhar na Toho Studios até sua morte em 1970.

Tsuburaya

Tsuburaya Productions
Na década de 1940, Tsuburaya começou seu próprio laboratório de efeitos especiais (criada em sua casa), e em 1963, fundou seu próprio estúdio para efeitos visuais, a Tsuburaya Productions. Mas foi só em 1966 que a empresa conseguiu colocar no ar a primeira série ‘Ultra‘ para a televisão, a Q Ultra, no início de janeiro. Logo depois, em junho, lançou Ultraman,  série solo com mais popular dos Ultras. Também em novembro do mesmo ano, estreou uma série de comédia-monstro, Booska, a Besta amigável. Ultraman tornou-se a primeira série de televisão japonesa live-action a ser exportada para todo o mundo e gerou o Ultra Series, que continua até hoje.

Tsuburaya faleceu em janeiro de 1970, com apenas 68 anos.

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Para quem quiser saber um pouco mais, visite:

Esta coleção de fotos bem legais assista este documentário (em inglês)

 

 

Fontes: IMDB, Wikipedia

Um reel de pré-produção de John Carter

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Um reel de apresentação do primeiro projeto do filme John Carter of Mars (no Brasil “John Carter entre Dois Mundos”) veio a tona, produzido pelo então diretor escalado pela Paramount Pictures, Kerry Conran (Sky Captain and the World of Tomorrow, no Brasil “Capitão Sky e o Mundo do Amanhã”). Esse material mostra um pouco do conceito e visão do ex-diretor para o filme, e traz parte das belas idéias que teve, incluindo uma coreografia de luta, provavelmente feita com uma tecnologia muito similar a mostrada por Peter Jackson nos videoblogs de produção de “O Hobbit” (abaixo tem o link do vídeo, se não tiver paciência, vá direto ao ponto, aos 7m15s).

Esse material nos dá uma idéia bem legal da visão que Conran tinha para este filme, que acabou sendo produzido pela Disney, com direção de Andrew Stanton. O filme lançado em 2012 acabou não indo muito bem de bilheteria, não porque o filme era ruim em si (nós aqui gostamos), mas aparentemente pelo estratégia de marketing falha. Enfim, com o fracasso de bilheteria (cerca de 200 milhões de dólares), os direitos do personagem voltaram aos seus donos originais, a Edgar Rice Burroughs Inc, empresa ligada ao autor dos livros. Segundo seu presidente, James Sullos, “Estaremos à procura de um novo parceiro para mostrar em filme as aventuras dos onze livros escritos por Burroughs. Esta busca não para. Junto com um novo filme de Tarzan que já está em desenvolvimento pela Warner Bros., esperamos ter em John Carter outra grande franquia de aventura para entreter o público de todo o mundo, de todas as idades. “

Vamos torcer e esperar!

Fontes: IMDB, BoxofficeMojo, GeekTyrant, Wikipedia

30 anos de “Back to the Future”

Hoje é um dia especial para todos que gostam de cinema. “De Volta para o Futuro” faz 30 anos. Quem não lembra dos icônicos personagens “Marty McFly” e do “Doc Brown”?  A trilogia fez e faz grande sucesso até hoje, sendo praticamente obrigatória em qualquer lista feita por cinéfilos de qualquer parte do planeta.

O filme foi lançado originalmente em 3 de julho de 1985, a um custo de U$ 19 milhões, e faturou através do mundo cerca de U$ 380 milhões, sendo U$ 210 milhões apenas nos Estados Unidos. Uma curiosidade sobre o filme, que tem entre seus produtores Steven Spielberg, é que ele foi a maior bilheteria de 1985, ficando a frente dos dois filmes de Sylvester Stallone lançados naquele ano (Rambo First Blood Part II, em 22 de maio e Rocky IV, lançado em 27 de novembro). Pode se dizer também que este filme e “Curtindo a Vida Adoidado” (Ferris Bueller’s Day Off, com Matthew Broderick, que ano que vem também faz trinta anos) foram marcantes para uma geração.

Abaixo, o “Gag Reel”, com algumas piadas e erros que aconteceram durante as gravações.

Lembra do autorama?

Desde os tempos remotos, crianças sempre amaram corridas. Em casa com carrinhos de ferro tipo hot wheels, de plástico, madeira, papel, na rua com rolimãs ou aquele velho velotrol… enfim, carrinhos são carrinhos. Mas o sonho, a cereja do bolo a partir de 1960 era o Autorama. O produto já teve versões do Emerson Fittipaldi, Nélson Piquet, Ayrton Senna e Rubens Barrichello, principais astros brasileiros na Fórmula 1. O produto ainda resiste ao tempos continua a venda, mas com as novas tecnologias, ipad, celulares, videogames, cá para nós, perdeu um pouco o encanto. Mas acho que isso vai mudar, com o lançamento da Anki. A primeira vista parece o bom e velho autorama, que que você controla seu carrinho pelo celular ou tablet. Mas só parece.

Entitulado Robot Car Racing Game, o brinquedo (se é que podemos chamá-lo assim), vai muito além, permitindo interação com o carrinho enquanto você pilota, no melhor estilo Mário Kart. Pelo vídeo acima, já dá para ter uma ideia. Falando desse filme especificamente, ele se refere ao lançamento da versão 2.0 do produto, chamado Overdrive.  Ao custo de 149 dólares (se chegar ao Brasil, deve ter um preço de gôndola por cerca de R$ 1.000,00), eu espero que seja o novo objeto de desejo das crianças no natal. Também não ficarei nada surpreso se, num futuro bem próximo, aparecer uma nova versão, compatível com óculos 3D, que deve deixar a brincadeira muito mais divertida, através da visão de primeira pessoa, com a visualização dos gadgets dos carrinhos e todos os efeitos de explosão, boost, shields e tudo mais o que inventarem até lá.